Posts com Tag ‘tesão’

Grand Canyon (Tracey Thorn)

Publicado: sábado, 4 junho - 2011 em Cultura, Literatura, Música
Tags:,

Faz um tempo razoável que não falo de música aqui. No meio de tanta revolta política e religiosa, pensamento profundos sobre o cotidiano fútil ou leituras simplistas da complexidadesenti vontade de divulgar sem propósito. Geralmente uso outras mídias pra fazer isso, dessa vez, isso fala para mim e por mim. É o tipo de coisa que eu gosto de ouvir, que eu diria aqui, e que eu diria a algumas pessoas.

A voz dessa mulher mexe muito comigo. Desde os tempos do Everything but the Girl, que também é uma delícia. E isso fica aí como prova de que “louge music” não é necessariamente música de elevador.

Como é de costume, minha livre tradução da letra:

Garoto, acho que você chegou ao lar
Abra a porta e entre
Tantas pessoas se sentem como você
Seus sonhos mais doces têm sido negados

Tranque o passado numa caixa e jogue fora a chave
E deixe pra trás os dias de noites intermináveis
Todos estão esperando, todos estão aqui
Saida da floresta e venha para a luz

Todos te amam aqui

Garoto, você andou por estradas erradas
Agindo como outra pessoa
Quem disse que você não era como tinha de ser?
E te fez cumprir deveres alheios?

Este é o lugar pra você só olhar para esta sala
Alguém aqui é feito de pedra?
Caído entre os hereges, os perdedores e os santos
Você aqui está entre os seus

Você está em casa

Olhe esse buraco dentro do seu coração
Ninguém poderá preencher
É como o Grand Canyon
Olhe essa conexão quebrada
Entre você e o mundo
É como o Grand Canyon

Mas todos te amam aqui
Você está em casa

Esse buraco que nada preenche. Se procuramos bem, o temos todos. É o buraco que fica quando abandonamos nossa condição de ser humano, enquanto espécie, e tentamos ser qualquer outra coisa “malparida” que não sabemos definir. E quando percebemos, até dói um pouco. Mas em grupos, ainda que seja um grupo de dois, aí sim fazemos sentido enquanto indivíduos.

Então fica aí pra todos os coleguinhas que se sentem à parte da realidade. Quando nos encontramos, estamos em casa. Quando estamos juntos, estamos em casa. E todos te amam aqui.

Anúncios

Acordou mesquinho? Leia Quintana!

Publicado: terça-feira, 20 julho - 2010 em Filosofia, Literatura
Tags:, ,

Mário QuintanaFunciona sempre comigo. Mário Quintana não é um poeta pra ser lido, tão somente, mas pra ser desossado, cozinhado, preparado com paciência (sem panela de pressão) e degustado lentamente. Sempre que acordo com uma nuvem na cabeça, querendo mandar o mundo às favas, o velhinho me coloca nos eixos. Hoje procurando uma imagem para ilustrar essa postagem, me deparei com essa. E aí eu entendi que há mais em comum entre eu ele e algumas de minhas referências de vida do que imaginava minha vã filosofia.

E não é que o danado está bebendo vinho e fumando um cigarrinho?

Vou tentar mostrar em poucos trechos o que faz do homem um marco em minha vida enquanto aspirante a pensador:

As Indagações
“A resposta certa, não importa nada: o que importa é que as perguntas estejam certas”.

Devia vir no diploma de todo cientista, pra que nunca se esqueça. Ainda, um pouco mais, só pra deixar um pouco do gosto desse vinho aí da foto nas cabeças de cada um de vocês.

“Ah, esses moralistas… Não há nada que empeste mais do que um desinfetante!”

Diálogo Noite Adentro
– Mas há as que nos compreendem…
– Ah, essas são as piores!

Entre as minhas preferidas, estão as que de tão sinceras, soam brutas. Mas como ele as coloca, ficam doces.

[Inscrição para um portão de cemitério]
A morte não melhora ninguém…

[Da calúnia]
Sorri com tranquilidade
Quando alguém te calunia.
Quem sabe o que não seria
Se ele dissesse a verdade…

[Do Bem o do Mal]
No fundo, não há bons nem maus. Há apenas os que sentem prazer em fazer o bem e os que sentem prazer em fazer o mal. Tudo é volúpia…

Nós vivemos a temer o futuro,
mas é o passado que nos atropela e mata

Poderia ficar por longas páginas citando o homem, mas vou deixar para aquele que se interessar que o busque. Quando visitei seu museu no RS, saí de lá uma outra pessoa. Muito maior, de tão pequeno. Guardo apenas uma para o final, que foi justamente a que me roubou a mesquinhez do dia.

O amor só é lindo quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

Agora, chega. Fica aí a indicação. Faz minha vida melhor, então que faça a de mais alguém.

Indicando: The Dead Weather

Publicado: quinta-feira, 15 julho - 2010 em Música
Tags:

The Dead WeatherWhite Stripes e The Kills (não necessariamente nesta mesma ordem) estiveram durante muito tempo entre os sons que eu mais ouvia. Sei que a notícia não é nova, mas eu quase tive uma parada cardiorrespiratória quando soube que Jack White e Alison Mosshart (um de cada duo, respectivamente) estavam dando as mãozinhas pra fazer a obra do divino espírito santo na Terra. O grupo ainda conta com Dean Fertita (QOTSA) e Jack Lawrence (Raconteurs).

Lançaram um álbum ano passado e outro agora em Maio. Curiosos, vejam aqui.

Quem quiser mais, tem no myspace.

E eu colocaria links pra download, mas não pretendo ter problemas com a lei tão cedo (apenas aproveito a brecha pra dizer que não sou muito fã dessa história de direitos autorais).

PS: Alison é um TESÃO!